Orquídeas

 

A família das orquídeas é, provavelmente, a maior família das angiospermas. Foram já descritas. até a atualidade, mais de 25.000 espécies e produzidos outros tantos híbridos, por cruzamento de formas espontâneas e cultivadas.

Há orquídeas com as mais variadas dimensões, desde plantas extremamentes pequenas, com flores do tamanho de uma cabeça de alfinete até plantas com mais de 3 metros de altura, capazes de produzir hastes florais de comprimento superior a 4 metros !

Formas tão diferentes podem ser englobadas numa única família devido ao fato de possuírem uma estrutura floral idêntica. É possível encontrar orquídeas em praticamente todas as partes do mundo, desde o Ártico até os Trópicos; contudo, é nas regiões mais quentes da Terra que elas ocorrem em maior abundância, não só em número como em variedade de formas. Podem ser encontradas desde o nível do mar até mais de 4000 m, mas são mais frequentes em altitudes entre 500 e 2000 metros.

Muitas orquídeas, especialmente as do Ártico e das regiões temperadas, crescem no solo e são, portanto terrestres; nas zonas tropicais e subtropicais, a maioria, pelo contrário, cresce sobre árvores ou nas rochas e são chamadas epífitas.

Muitas orquídeas, especialmente as do Ártico e das regiões temperadas, crescem no solo e são, portanto terrestres; nas zonas tropicais e subtropicais, a maioria, pelo contrário, cresce sobre árvores ou nas rochas e são chamadas epífitas.
A maior parte das orquídeas cresce em zonas onde há uma estação seca e uma estação úmida, estas espécies necessitam de um longo período de repouso, mantendo-se secas para florescerem convenientemente.

Alguns gêneros tem uma área de distribuição reduzida, enquanto outros se distribuem por todo o mundo. Entre as exceções alguns gêneros como Cattleya, Laelia e Epidendrum, estão limitados às Américas, enquanto Vanda e Dendrobium ocorrem apenas na Ásia continental e insular e na Austrália.

Laélia Purpurata "var Oculatra Pedreira"

A espécie foi descoberta para a ciência em 1874 quando Devos coletou-a em grande quantidade nas matas litorâneas da Ilha de Santa Catarina, hoje Florianópolis, e em outras áreas da então Província Imperial de Santa Catarina.

Laelia Purpurata

Laelia Purpurata

Devos exportou-a inicialmente para a firma M. Verschaffelt estabelecida em Ghent na Bélgica, de onde espalhou-se rapidamente para toda a Europa.

Floriu pela primeira vez nas estufas da firma Backhouse, condado de York, na Inglaterra, cinco anos apos sua chegada. Apresentada em Junho de 1852 à Royal Horticultural Society em Londres, foi classificada e descrita pelo botânico e taxionomista Lindley, com a denominação de Laélia Purpurata.

A Laelia Purpurata vegeta normalmente em árvores de médio e grande porte, parecendo ter preferências pelas grandes figueiras nativas, muito comuns nas regiões em que habita.

Seu cultivo pode ser considerado um dos mais fáceis entre as orquídeas conhecidas, o que lhe tem assegurado um espaço destacado na coleções.

Requer um lugar bem claro, bem iluminado, principalmente pelo sol da manhã, local arejado porém sem correntes muito fortes.

Seu Habitat configura-se por uma estreita faixa litorânea, composto por lagos, banhados e dunas, coberta por mata hidrófila, espremida entre os contrafortes da Serra do Mar e a Orla do Atlântico, desde Barrocadas no litoral norte do Rio Grande do Sul, até a altura de Ubatuba no litoral norte de São Paulo.

A mais nobre e perfumada das orquídeas brasileiras foi escolhida como flor símbolo do Estado de Santa Catarina. Foi realmente no litoral catarinense que a espécie revelou todo o seu esplendor tanto em densidade populacional como na riqueza e variabilidade dos coloridos.

Nas décadas de 1920 a 1940 a Laelia foi exportada, através de Florianópolis, sendo Santa Catarina considerada o maior exportador de Orquídeas do Brasil, associando-se o nome desta flor, em termos nacionais, ao nosso Estado.