Concurso da Rainha

Desde 1964, ano em que pela primeira vez a Festa das Flores de Joinville promovia o concurso, o sonho de ser coroada permanece no imaginário de muitas jovens. A cada edição, dezenas de garotas se candidatam ao posto de Rainha, em busca do glamour que o título inspira. Mas as eleitas – Rainha e Princesas – tornam-se as anfitriãs da Festa das Flores e precisam estar preparadas para muito trabalho. Durante o reinado, que dura um ano, elas representam Joinville em eventos e recepcionam artistas e autoridades em visita à cidade, divulgam os atrativos turísticos locais e convidando o público para prestigiar a festa joinvilense.

Concurso da Rainha de 2010.

A Rainha, 1ª e 2ª Princesas são escolhidas por meio de um concurso, que se dá em duas fases: primeiro são escolhidas as representantes por secretaria regional; depois, acontece a grande final durante a programação da Festa das Flores. As semifinalistas passam pelo crivo de um júri composto por especialistas em concursos de beleza e em dança; representantes da imprensa e profissionais da moda. Além de beleza e harmonia física, outros critérios são analisados para a escolha da jovem que representará Joinville: elegância, simpatia, desembaraço e comunicação.

Concurso da Rainha de 1985.


VESTIDOS ENCANTADORES

Há mais de 30 anos, Carmen Gehrmann é costureira e bordadeira. Sua avó costurava, o que revela uma tendência de família para as artes manuais. Mas ela não aprendeu a bordar com a família.  Foi no local de trabalho – a tradicional malharia Bozler – onde trabalhou por 8 anos, que ela iniciou a arte do bordado, missão que desenvolve com primor até hoje.


A fábrica, que existia onde é hoje está localizada a sede da Cervejaria Opa Bier, no distrito de Pirabeiraba, fazia a produção de roupas para crianças e bebês, como: tip tops, mantas com capuz e mantas para batizados. Também as roupas de bonecas utilizadas pela a fábrica de brinquedos Estrela. Carmen começou na Bozler aos 18 anos, em 1978. No início, eram dados a ela os desenhos para os bordados mas, com o tempo, ela mesma fazia as amostras e, baseado nelas, era elaborado o bordado final.

Carmen se casou e, quando engravidou, saiu da fábrica. Em pouco tempo, a Bozler fechou as portas, mas ela continuou exercendo a arte do bordado em casa, só que ai fazendo vestidos típicos para festas populares. Os vestidos das Rainhas e Princesas da Festa das Flores de Joinville são confeccionados e bordados por ela, há cerca de 10 anos.

Além dos vestidos das majestades da Festa das Flores, ela faz trajes para outras Festas, como da Festa do Colono, e tem encomendas para a Festa da Colheita, trajes para as cidades de Schroeder, São Bonifácio (Festa do Pão de Milho) e Itaiópolis (Festa do Boi Ralado) e já fez vestidos para a realeza da Oktoberfest, de Blumenau. Quando tem tempo, também aceita encomendas de vestidos para casamentos e formaturas.

Carmen revela que já fez vestidos no prazo de um mês, mas confessa que, hoje, pede mais tempo para confeccionar o traje com calma. Seus riscos, baseados em antigos desenhos para bordado de crivo, revelam bom gosto na combinação de cores e formas. “É uma arte que sobrevive, apesar da enxurrada de roupas bordadas à máquina, mais em conta, distribuídas nas lojas hoje em dia. O bordado artesanal ainda é valorizado, pois a qualidade e a exclusividade são incomparáveis”, conclui Carmen.

PENTEADOS E MAQUIAGEM SEM IGUAL

A Serena Cabeleireiros faz parte da história da Festa das Flores, há 23 anos. Durante todo esse tempo, as irmãs Carmen Lucia Adriano Valcanaia e Sandra Maria Adriano fazem os penteados e a maquiagem das candidatas à rainha da festa joinvilense.

“É uma alegria participar do evento produzindo as candidatas”, declara Carmen. Elas não realçam apenas a beleza das meninas, mas também passam para elas a experiência que têm: orientam sobre passarela, desenvoltura, carisma e recomendam que as garotas estudem sobre a Festa. Além disso, lembram que as meninas devem estar sempre impecáveis, pois uma vez eleitas, elas se tornam as representantes da Festa das Flores e assim reconhecidas nas ruas da cidade.


Segundo Sandra, penteado e maquiagem levam, em média, uma hora e meia para serem feitos. A maquiagem é feita de acordo com o tom das flores do cabelo e com cores mais vivas, se comparada com a maquiagem feita para um casamento ou formatura. “Damos mais colorido a essas meninas, que são como flores vivas”, encanta-se Sandra.  Tanto a maquiagem quanto os penteados são definidos depois de uma análise do rosto, cabelos e estilo da menina, para que tudo fique em harmonia.

Tudo começou com o sonho da mãe de Carmen e Sandra, a Serena, que dá nome ao empreendimento. Então, no dia 8 de março de 1986, dia internacional da mulher, a Serena cabeleireiros abre suas portas. Inspiradas pelo simbolismo da data e pelo incentivo da mãe, as irmãs aceitaram o desafio. Sandra, formada em Fisioterapia, especializou-se em penteados de festas e noivas para desfiles de moda, fez vários cursos em diversas capitais do Brasil e no exterior. Carmen, pedagoga, especializou-se em maquiagem, também no Brasil e no exterior. Hoje, ambas ministram cursos em Santa Catarina e também fora do estado.